A gaiola de introdução de rainhas fecundadas modelo Miller é uma ferramenta essencial para os apicultores que desejam facilitar a aceitação de uma nova rainha na colmeia. Este dispositivo combina a robustez da madeira com a durabilidade da malha de arame, proporcionando uma solução eficaz e duradoura para a introdução de rainhas.
A gaiola não faz com que aceitem a rainha. O que faz é ganhar tempo — e esse tempo tem de ser vigiado.
Gaiola de introdução tipo Miller em madeira e rede metálica, com uns 100 mm, e gancho de arame para a pendurar entre dois quadros de criação. Tem dois canais, e não são intercambiáveis.
01 · COMO FUNCIONA
A rainha entra pelo canal comprido, e os dois canais tapam-se com candi — Apifonda, Apipasta ou semelhante. Pendurada entre dois quadros de criação, a colónia começa a comer o tampão por fora enquanto a rainha espera lá dentro: durante essas horas as abelhas cheiram-na, tocam-lhe através da rede e o cheiro dela mistura-se com o do ninho.
O canal curto leva grelha excluidora: por aí entram as amas para a alimentar, mas a rainha não passa. Por isso o comprido é a única saída dela, e por isso o candi funciona como temporizador: quando desapareceu, a colónia já passou um dia com ela.
02 · O ERRO A EVITAR
Diz-se que o candi se consome em 24 horas, mas isso depende de quanto se põe e de quão duro está: um tampão tenro desaparece num dia; um canal inteiro de candi ressequido pode levar semanas. Põe um tampão, não enchas o túnel.
E sobretudo, vai ver ao terceiro ou quarto dia. É perfeitamente possível que as amas tenham entrado e a rainha continue fechada: basta que a saída fique tapada com própolis, com candi endurecido, ou que se tenham confundido os canais. Se a vires lá dentro e a colónia a tratar bem através da rede, liberta-a à mão. O que não se pode é deixá-la ali vinte dias.
03 · O QUE DECIDE A ACEITAÇÃO
Antes de pendurar o que quer que seja, a colónia tem de estar mesmo órfã e sem realeiras. Passar quadro a quadro a retirar todas as realeiras é o que mais pesa no resultado: se ficar uma, a colónia já tem o plano dela e a rainha comprada sobra, esteja na gaiola que estiver.
Ajuda também não introduzir em plena escassez nem com pilhagem, e não abrir a colmeia todos os dias para espreitar: cada revisão quebra o processo que se está a tentar favorecer.
04 · MATERIAL
Madeira e rede metálica em vez de plástico: a rede deixa passar o contacto — antena com antena, alimento de boca a boca — que é exatamente o que faz com que a aceitem. E o gancho de arame deixa-a no sítio certo, entre dois quadros de criação e não pousada no fundo.
Limpa-se a raspar e dura campanhas.
05 · ANTES DE COMPRAR
É uma gaiola de introdução, não de transporte:
| ✓ ENCAIXA | Introduzir uma rainha fecundada numa colónia órfã e já limpa de realeiras. |
| ✕ NÃO ENCAIXA | Enviar rainhas pelo correio: para isso há as gaiolas de expedição. |
| ⚠ NÃO INCLUI | Nem o candi nem a rainha. |
| Modelo | Gaiola de introdução tipo Miller |
|---|---|
| Material | Madeira e rede metálica |
| Medidas | Uns 100 mm de comprimento · 12-15 mm de largura · 30 mm de altura |
| Canais | Dois · o curto com grelha, o comprido é a saída da rainha |
| Colocação | Pendurada pelo gancho de arame entre dois quadros de criação |
| Tampão | Candi tipo Apifonda ou Apipasta, não incluído |
| Revisão | Ao 3.º ou 4.º dia, para confirmar que saiu |
| Referência | BR-19350 |

A gaiola de introdução de rainhas fecundadas modelo Miller é uma ferramenta essencial para os apicultores que desejam facilitar a aceitação de uma nova rainha na colmeia. Este dispositivo combina a robustez da madeira com a durabilidade da malha de arame, proporcionando uma solução eficaz e duradoura para a introdução de rainhas.
check_circle
check_circle