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Alimentos de Estimulação para Abelhas
Xaropes invertidos e estimulantes: Beecomplet®, Apimix, Apifit, invertidores para preparar xarope próprio e estimuladores herbais. Do quilo solto ao palete.
Alimentação de estimulação
A alimentação de estimulação é mais uma técnica de manejo do que uma nutrição propriamente dita. O objetivo é estimular o crescimento da colónia simulando uma entrada de néctar na colmeia, incentivando a rainha a intensificar a postura de ovos.
Tradicionalmente, fazia-se no início do ano, antes das grandes florações, para aumentar rapidamente a população, permitir a formação de enxames precoces e garantir uma colónia forte para a colheita de mel da primavera.
No entanto, com as alterações climáticas, há casos em que é necessário estimular no outono para favorecer a criação de abelhas de inverno, que manterão a colónia viva até à primavera seguinte.
Quais são os requisitos para uma boa alimentação estimulante? Trata-se de uma alimentação açucarada líquida, com maior ou menor teor de humidade conforme a época do ano. Deve começar-se cerca de um mês antes da necessidade de novas abelhas, quando a temperatura exterior ronda os 16 °C, a colónia tem boa população e há entrada de pólen de qualidade.
Dica prática: para aproveitar bem os suplementos nutricionais, a colónia deve ter abelhas suficientes — ou será necessário reduzir o espaço disponível. É essencial alimentar junto à cria. Nesta altura, as temperaturas podem descer de repente e, se as abelhas precisarem de se deslocar até aos extremos da colmeia, podem arrefecer e morrer afogadas, especialmente com alimentadores de topo ou de quadro.
Alimentos de Estimulação para Abelhas
Estimular é enganar o calendário: dar à colónia o sinal de que há entrada de néctar para que a rainha ponha e a população suba antes da floração que te interessa.
Quando e porquê
Estimula-se seis a oito semanas antes do momento em que precisas da colmeia forte — uma campeira demora umas três semanas a nascer e outras duas ou três a sair ao campo. Estimular tarde não chega a tempo; estimular sem pólen disponível dá cria que não se pode alimentar.
Xarope invertido ou açúcar
O xarope invertido tem a sacarose já desdobrada em glicose e frutose: a abelha gasta menos energia e menos tempo a processá-lo. Um xarope de açúcar caseiro mal feito ou sobreaquecido forma HMF, que em concentrações altas é nocivo para a abelha — é a razão pela qual não convém improvisar. Os invertidores (INVERTOFIX) estão para quem prepara o seu próprio xarope com controlo.
A regra que evita o desastre
Não se estimula com as alças postas. O xarope que entra pode acabar no mel de colheita, e isso já não é mel. Estimula-se antes, retira-se o alimentador, e só depois se põem as alças.
E atenção à pilhagem: xarope aberto num apiário fraco provoca saques. Alimentador fechado, ao entardecer, e sem derramar.
Para invernada, o que toca é alimento de manutenção; os alimentadores, em alimentadores.
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